Comitê de Homeopatia

Buscando fomentar a troca entre os pesquisadores e profissionais que atuam com homeopatia no Brasil, assim como em outros países, este comitê trabalha em prol da atualização de informações acerca do tema em discussão para divulgação e uso público.

Estes são os nossos objetivos principais

Conheça os membros do Comitê de Homeopatia

Ubiratan Cardinalli Adler

Ubiratan Cardinalli Adler

Coordenador(a) Geral
Carla Holandino Quaresma

Carla Holandino Quaresma

Membro
Edgard Costa de Vilhena

Edgard Costa de Vilhena

Membro
Karen Berenice Denez

Karen Berenice Denez

Membro
Lucas Franco Pacheco

Lucas Franco Pacheco

Membro
Sandra Augusta Gordinho Pinto

Sandra Augusta Gordinho Pinto

Membro
Rodrigo da Fontoura de Albuquerque Mello

Rodrigo da Fontoura de Albuquerque Mello

Membro

Projetos da área temática no CABSIN

Artigo sobre Evidence Gap Map em Homeopatia

Em andamento
Aceito para publicação na revista Homeopathy.

Conferência com Grupos de Pesquisa CNPq

Em andamento
Formação de rede colaborativa entre pesquisadores.

GT Homeopatia

Em andamento
Grupo de trabalho para projetos colaborativos integrando diferentes centros de pesquisa.

Seminários com Grupos de Pesquisa CNPq

Em andamento
Apresentação de pesquisas e discussão de potenciais colaborações.

Seminário de Projeto de Pesquisa em Homeopatia

Concluído
Realizado em outubro 2024, focado no fortalecimento da produção científica na área.

Mapa de Evidências de Homeopatia

Concluído
Atualizado em 2024 em parceria com BIREME/OPAS.

Conceito Comitê de Terapias Homeopáticas

A Homeopatia aplica nos seres vivos um princípio terapêutico sistematizado pelo médico alemão Christian Friedrich Samuel Hahnemann (1755-1843), o princípio da similitude, ou seja, o tratamento de uma afecção dinâmica que ocorre em um determinado organismo, usando-se um estímulo medicamentoso capaz de causar uma afecção muito semelhante no mesmo sistema orgânico  (similia similibus curentur).

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Referências

  1. As primeiras iniciativas para a organização de sociedades de pesquisa em Homeopatia surgiram em meados da década de 80 (século XX), com a fundação do GIRI – Groupe International de Recherche sur l´infinitésimal, em 1986, na França, sob a liderança da Profa. Madeleine Bastide, então docente da Universidade de Montpellier I.  Outros grupos se institucionalizaram, como o HRI – Homeopathy Research Institute do Reino Unido, WissHom – Wissenschaftlichen Gesellschaft für Homöopathie na Alemanha, além do próprio Ministério AYUSH do Governo da Índia, que dá suporte à pesquisa em Homeopatia por meio do Central Council for Research in Homeopathy – CCRH.

    Em paralelo ao desenvolvimento dos grupos de pesquisa, o número de artigos sobre Homeopatia e/ou pesquisas em altas diluições publicados em periódicos científicos cresceu exponencialmente a partir da década de 80, tendo atingido  um platô nos anos 2000. Uma busca na principal base de dados de pesquisa biomédica – PubMed, usando-se a palavra-chave “Homeopathy”, resultou em 6237 artigos indexados desde o ano da morte de Hahnemann (1843) até março de 2022.

    Atualmente a pesquisa em Homeopatia/altas diluições concentra-se em três principais vertentes:

    1. pesquisa em saúde humana e veterinária, que avalia a efetividade/eficácia, custo/efetividade de estratégias de tratamento homeopático;
    2. pesquisa básica (realizada em laboratórios sob condições controladas), que estuda as propriedades físico-químicas e as respostas biológicas moleculares e celulares das preparações altamente diluídas usadas na Homeopatia;
    3. pesquisa tecnológica, focada sobretudo no uso agronômico de produtos homeopáticos;
    4. pesquisa em saúde coletiva e história das ciências.
  1. No Brasil o oferecimento de atendimento homeopático à população nunca se restringiu aos consultórios privados. Desde a época do Império, com a assistência aos escravos, em institutos ou associações da especialidade que se dedicavam também ao ensino, ou em instituições públicas não homeopáticas, por iniciativas individuais, a história da presença da Homeopatia no setor público de saúde remonta a sua chegada ao país.

    Em 1979, com o reconhecimento da especialidade pela Associação Médica Brasileira e sua inclusão entre as especialidades médicas pelo Conselho Federal de Medicina em 1980, a homeopatia começa a se institucionalizar. Atualmente, ​​no Brasil, a homeopatia é uma especialidade médica, farmacêutica, veterinária e odontológica reconhecida pelos respectivos Conselhos Federais: em 1980 pelo Conselho Federal de Medicina, através da Resolução CFM 1000/80; em 1992 pelo Conselho Federal de Farmácia, Resolução CFF 232/92; em 1995 pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária, Resolução CFMV 625/1995; e recentemente, em 2015, o Conselho de Odontologia reconhece a especialidade por meio da Resolução CFO 160/2015 (BRASIL, 1980; BRASIL, 1992, BRASIL, 1995; BRASIL, 2015).

    Em 1986, ano em que a VIII Conferência Nacional de Saúde recomenda a introdução de práticas alternativas, entre as quais a homeopatia e a MTC na rede pública, um decreto do Inanps incorpora a homeopatia aos seus serviços.  Em 1988, a Comissão Interministerial de Planejamento e Coordenação (CIPLAN), composta pelos Ministérios da Saúde, da Educação, da Previdência Social, do Trabalho e Planejamento, fixa as primeiras diretrizes para implantação e implementação do atendimento médico homeopático no SUDS, atual SUS.

    Em 1999, houve a inclusão das consultas médicas homeopáticas na tabela de procedimentos do Sistema de Informação Ambulatorial (SIA) do SUS, o que possibilitou dar visibilidade ao crescimento da atenção homeopática no SUS. E finalmente, em 2006 foi publicada a  Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS (PNPIC) , afirmando que:

    “A implementação da Homeopatia no SUS representa uma importante estratégia para a construção de um modelo de atenção centrado na saúde uma vez que:

    • Recoloca o sujeito no centro do paradigma da atenção, compreendendo-o nas dimensões física, psicológica, social e cultural. Na homeopatia o adoecimento é a expressão da ruptura da harmonia dessas diferentes dimensões. Desta forma, essa concepção contribui para o fortalecimento da integralidade da atenção à saúde.
    • Fortalece a relação médico-paciente como um dos elementos fundamentais da terapêutica, promovendo a humanização na atenção, estimulando o autocuidado e a autonomia do indivíduo.
    • Atua em diversas situações clínicas do adoecimento como, por exemplo, nas doenças crônicas não-transmissíveis, nas doenças respiratórias e alérgicas, nos transtornos psicossomáticos reduzindo a demanda por intervenções hospitalares e emergenciais, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos usuários.
    • Contribui para o uso racional de medicamentos, podendo reduzir a fármaco-dependência”.
  1. Segundo a  Farmacopeia Homeopática Brasileira  3 ed. (2011), a definição de Medicamento Homeopático é:

    “É toda forma farmacêutica de dispensação ministrada segundo o princípio da semelhança e/ou da identidade, com finalidade curativa e/ou preventiva. É obtido pela técnica de dinamização e utilizado para uso interno ou externo” 

    No Brasil o medicamento homeopático pode ser obtido em farmácias  magistrais ou laboratórios homeopáticos, são regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária pelas resoluções  67/2007 e 238 /2018. A resolução 67/2007 estabelece as Boas Práticas de Manipulação e possui um capítulo sobre medicamentos homeopáticos. A resolução 238/2018 dispõe sobre o registro e a notificação de medicamentos dinamizados industrializados. A referida resolução define medicamentos dinamizados como:

    “medicamento preparado a partir de insumos ativos dinamizados ou de tintura-mãe, com finalidade preventiva, paliativa ou curativa, a ser administrado conforme a terapêutica homeopática, homotoxicológica e antroposófica” (BRASIL, 2018).

    Além da Farmacopeia Homeopática Brasileira, destacamos o Formulário Homeopático da Farmacopeia Brasileira, instrumento valioso de promoção à saúde que encontra-se na segunda edição (2019) e traz uma lista de 107 monografias oficinais. Este documento da ANVISA visa apoiar a implantação de indústrias e farmácias com manipulação homeopática no Brasil, facilitando o acesso aos medicamentos homeopáticos, no âmbito do SUS e do sistema privado de saúde (BRASIL, 2019).