Comitê de Saúde e Natureza

Promover ações e políticas públicas informadas por evidência que fortaleçam o caráter natural do ser humano, em harmonia respeitosa com a biodiversidade e ecossistemas, de modo amplo, incluindo toda vida e saúde planetária.

Estes são os nossos objetivos principais

Conheça os membros do Comitê de Saúde e Natureza

Moisés Clemente Marinho Cavalcante

Moisés Clemente Marinho Cavalcante

Coordenador(a) Geral
Maria Imaculada Cardoso Sampaio

Maria Imaculada Cardoso Sampaio

Membro
Juliana Gatti Pereira Rodrigues

Juliana Gatti Pereira Rodrigues

Membro
Fernanda Ferreira Chaves

Fernanda Ferreira Chaves

Membro
Mariana Silva Villela

Mariana Silva Villela

Membro
Rúbia Graciele Patzlaff

Rúbia Graciele Patzlaff

Membro
Adriana Nunes Wolffenbuttel

Adriana Nunes Wolffenbuttel

Membro
Marilene Proença Rebello de Souza

Marilene Proença Rebello de Souza

Membro
Jackeline Barbosa

Jackeline Barbosa

Membro
Henriqueta Camarotti

Henriqueta Camarotti

Membro
Fernando Antônio Cardoso Bignardi

Fernando Antônio Cardoso Bignardi

Membro
Karina Pavão Patricio

Karina Pavão Patricio

Membro
Doris Lieth Nunes Peçanha

Doris Lieth Nunes Peçanha

Membro
E

Emerson Antônio Tocha Melo de Lucena

Membro
Luiz Cláudio de Oliveira

Luiz Cláudio de Oliveira

Membro
Melissa Ferreira de Macedo

Melissa Ferreira de Macedo

Membro

Projetos da área temática no CABSIN

Mapa de Evidências de Intervenções Baseadas na Natureza

Em andamento
Aprovado em setembro 2025 para o governo de Goiás.

Projeto Goiás Saúde e Natureza

Em andamento
Cooperação com a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento de Goiás.

Adesão ao Manifesto Saúde Natureza Brasil

Concluído
Promoção de políticas públicas que reconheçam o contato com recursos naturais no cuidado em saúde.

Revisão estratégica do comitê

Concluído
Atualização de Missão, Visão e Objetivos para o biênio 2024-2025.

Projeto submetido ao Edital Universal CNPq

Em andamento
Vivências na natureza em SP e Macaé-RJ com capacitação de agentes de saúde.

Conceito Comitê de Saúde e Natureza

Estabelecer um único conceito relacionando Saúde e Natureza é um grande desafio. Como sociedade estamos vivendo uma desconexão entre Ser Humano e Natureza, acelerada no último século, reflexo dos valores do mundo contemporâneo e do estilo de vida consumista moderno adotado. Da mesma forma, o entendimento de saúde se construiu na concepção limitada de ausência de sintomas e doenças e nas visões fragmentadas e reducionistas restritas a um modelo biomédico especializado que não aborda o indivíduo no seu contexto integral, ampliado, holístico e complexo.

 

Uma nova visão desta relação entre Ser Humano e Natureza busca compreender a integração e as interconexões entre estes dois universos, que mobilizam compreensões racionais, sentimentos, comportamento e atitudes, que impactam tanto positivamente como negativamente a saúde humana e planetária. A indissociação dos saberes das ciências naturais, ciências humanas, ciências exatas e ciências da saúde humana, animal e vegetal é um valor fundamental na práxis de uma visão de interdependência ecossistêmica. 

 

O conceito multidimensional de saúde humana e a atitude transdisciplinar inclui, além da saúde biopsicossocial e espiritual (OMS), a dimensão ambiental –  não apenas no que se refere aos agentes patogênicos – mas também na promoção da saúde baseada nesta conexão vital com a natureza e em intervenções baseadas na natureza. 

 

O estilo de vida contemporâneo baseado em uma excessiva industrialização e urbanização, nas escolhas de consumo em todas as esferas, chegando até as decisões políticas e econômicas, incide sobre a alimentação, o uso da terra, as mudanças climáticas, a poluição de todos os estratos planetários, desmatamento, perda de biodiversidade e de áreas naturais protegidas. Esta perda ocorre tanto nos biomas como nos microbiomas no interior dos organismos. Tal cenário tem levado a um processo de adoecimento, do ser humano e da natureza dentro do novo período denominado Antropoceno.

Vivemos globalmente um desafio de enfrentamento sobre as desigualdades, iniquidades e injustiças  socioambientais que agravam este cenário de devastação, e permitem reconhecer o impacto humano à distância de ações locais, trazendo o conceito de glocalidade, ou seja de que todo dano ou cuidado local gera um efeito em nível global. 

 

Uma mudança no cenário têm surgido nos últimos anos a partir de uma percepção da necessidade de reconexão do Ser Humano e Natureza, embasadas no despertar do senso de humanidade, na percepção da unidade/corpo/alma/espírito/natureza em diferentes escalas da vida, assim como no reconhecimento dos processos da vida em nós mesmos e no ambiente que nos cerca, assim como no reconhecimento da co-responsabilidade e da co-criação da vida.

 

Uma nova consciência trazida por vários movimentos sociais e acadêmicos mundiais como Planetary Health, One Health, EcoHealth, Saúde Ambiental, Teoria Gaia, Rede Saúde e Natureza do Brasil, assim como todo espectro de Saberes Tradicionais dos povos originários e pesquisas acadêmicas, têm evidenciado e trazido para o debate a necessidade de implementação de soluções e intervenções baseadas na natureza, em respeito às futuras gerações e ao futuro do planeta. Além disso, é necessário promover debates por toda sociedade brasileira, comunidade científica e gestores sobre as políticas públicas nacionais e internacionais sobre o tema.

 

Estas soluções e estratégias, podendo envolver todos os grupos etários, diferentes profissionais e gestores, contribuem para a saúde e evolução humana e planetária, gerando bem viver, felicidade, senso de pertencimento, preservação ambiental fomentando a sustentabilidade humana e planetária. 

Referências

Bignardi, Fernando AC. “A atitude transdisciplinar aplicada à saúde e sustentabilidade uma abordagem multidimensional: a importância da meditação.” Revista Terceiro Incluído 1.1 (2011): 14-24.

Borges, André, & Luiz Gustavo Freitas Rossi. “Políticas da Natureza: como fazer ciência na democracia, de Bruno Latour.” Temáticas 12.23/24 (2004).

Mackay, Caroline ML, and Michael T. Schmitt. “Do people who feel connected to nature do more to protect it? A meta-analysis.” Journal of Environmental Psychology 65 (2019): 101323.

Moscovici, Serge. Natureza-Para Pensar a Ecologia. Mauad Editora Ltda, 2007.

Pritchard, Alison, et al. “The relationship between nature connectedness and eudaimonic well-being: A meta-analysis.” Journal of Happiness Studies 21.3 (2020): 1145-1167.

Whitmee, Sarah, et al. “Safeguarding human health in the Anthropocene epoch: report of The Rockefeller Foundation–Lancet Commission on planetary health.” The Lancet 386.10007 (2015): 1973-2028.

Estabelecer um único conceito relacionando Saúde e Natureza é um grande desafio. Como sociedade estamos vivendo uma desconexão entre Ser Humano e Natureza, acelerada no último século, reflexo dos valores do mundo contemporâneo e do estilo de vida consumista moderno adotado. Da mesma forma, o entendimento de saúde se construiu na concepção limitada de ausência de sintomas e doenças e nas visões fragmentadas e reducionistas restritas a um modelo biomédico especializado que não aborda o indivíduo no seu contexto integral, ampliado, holístico e complexo.

 

Uma nova visão desta relação entre Ser Humano e Natureza busca compreender a integração e as interconexões entre estes dois universos, que mobilizam compreensões racionais, sentimentos, comportamento e atitudes, que impactam tanto positivamente como negativamente a saúde humana e planetária. A indissociação dos saberes das ciências naturais, ciências humanas, ciências exatas e ciências da saúde humana, animal e vegetal é um valor fundamental na práxis de uma visão de interdependência ecossistêmica. 

 

O conceito multidimensional de saúde humana e a atitude transdisciplinar inclui, além da saúde biopsicossocial e espiritual (OMS), a dimensão ambiental –  não apenas no que se refere aos agentes patogênicos – mas também na promoção da saúde baseada nesta conexão vital com a natureza e em intervenções baseadas na natureza. 

 

O estilo de vida contemporâneo baseado em uma excessiva industrialização e urbanização, nas escolhas de consumo em todas as esferas, chegando até as decisões políticas e econômicas, incide sobre a alimentação, o uso da terra, as mudanças climáticas, a poluição de todos os estratos planetários, desmatamento, perda de biodiversidade e de áreas naturais protegidas. Esta perda ocorre tanto nos biomas como nos microbiomas no interior dos organismos. Tal cenário tem levado a um processo de adoecimento, do ser humano e da natureza dentro do novo período denominado Antropoceno.

Vivemos globalmente um desafio de enfrentamento sobre as desigualdades, iniquidades e injustiças  socioambientais que agravam este cenário de devastação, e permitem reconhecer o impacto humano à distância de ações locais, trazendo o conceito de glocalidade, ou seja de que todo dano ou cuidado local gera um efeito em nível global. 

 

Uma mudança no cenário têm surgido nos últimos anos a partir de uma percepção da necessidade de reconexão do Ser Humano e Natureza, embasadas no despertar do senso de humanidade, na percepção da unidade/corpo/alma/espírito/natureza em diferentes escalas da vida, assim como no reconhecimento dos processos da vida em nós mesmos e no ambiente que nos cerca, assim como no reconhecimento da co-responsabilidade e da co-criação da vida.

 

Uma nova consciência trazida por vários movimentos sociais e acadêmicos mundiais como Planetary Health, One Health, EcoHealth, Saúde Ambiental, Teoria Gaia, Rede Saúde e Natureza do Brasil, assim como todo espectro de Saberes Tradicionais dos povos originários e pesquisas acadêmicas, têm evidenciado e trazido para o debate a necessidade de implementação de soluções e intervenções baseadas na natureza, em respeito às futuras gerações e ao futuro do planeta. Além disso, é necessário promover debates por toda sociedade brasileira, comunidade científica e gestores sobre as políticas públicas nacionais e internacionais sobre o tema.

 

Estas soluções e estratégias, podendo envolver todos os grupos etários, diferentes profissionais e gestores, contribuem para a saúde e evolução humana e planetária, gerando bem viver, felicidade, senso de pertencimento, preservação ambiental fomentando a sustentabilidade humana e planetária.

Bignardi, Fernando AC. “A atitude transdisciplinar aplicada à saúde e sustentabilidade uma abordagem multidimensional: a importância da meditação.” Revista Terceiro Incluído 1.1 (2011): 14-24.

Borges, André, & Luiz Gustavo Freitas Rossi. “Políticas da Natureza: como fazer ciência na democracia, de Bruno Latour.” Temáticas 12.23/24 (2004).

Mackay, Caroline ML, and Michael T. Schmitt. “Do people who feel connected to nature do more to protect it? A meta-analysis.” Journal of Environmental Psychology 65 (2019): 101323.

Moscovici, Serge. Natureza-Para Pensar a Ecologia. Mauad Editora Ltda, 2007.

Pritchard, Alison, et al. “The relationship between nature connectedness and eudaimonic well-being: A meta-analysis.” Journal of Happiness Studies 21.3 (2020): 1145-1167.

Whitmee, Sarah, et al. “Safeguarding human health in the Anthropocene epoch: report of The Rockefeller Foundation–Lancet Commission on planetary health.” The Lancet 386.10007 (2015): 1973-2028.

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